quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Água.

Não existe algo tão essencial para o corpo, quanto a água. Mas também, não existe nada tão disperdiçado pelo mundo todo, quanto água. E isso, é muito mais que um boato, é um fato, que nunca pára, acompanha a evolução humana e ambiental.
Mas dizem os poetas que o que é essencial para a alma tem o nome de amor. Desiludida, machucada e traída eu deveria considerar essa parte, pura besteira - mas não, eu acredito nisso.
Não há nada que alimente o corpo tão bem quanto água assim como não há nada que alimente a alma tão bem quanto o amor. E por aí, não há nada que seja tão disperçado pelo mundo quanto a água assim como não há nada que seja tão cruel quanto o amor.
Amar é fácil e difícil ao mesmo tempo. Beber é fácil e difícil ao mesmo tempo.
De frente, não existe uma relação entre água e amor. Mas profundamente, a relação é mais vísivel do que se imagina.
Não há um motivo para se amar a água, mas há um motivo para se beber amor, o motivo, é o desejo, que para alguns é o que alimenta o corpo, logo depois da água.
Correr demais, faz com que uma pessoa perca o fôlego - falar demais, também.
A diferença é que quando se corre atrás de alguém a perda de fôlego é emocional; quando se corre em direção a algum lugar a perda de fôlego é física; e quando se falar demais para alguém, a perda de fôlego é total.
Preservar a água não é presevar o amor. Mas preservar o amor, é preservar o corpo, que a água alimenta.
Não há nada tão nobre para os humanos em geral quanto a água, assim como não há nada tão nobre para os sentimentais quanto o amor.
A relação é básica. É fácil e é invisível a olhos nu. Assim como a água que é incolor, e o amor que é intocável.
Por isso, presever a água para alimentar seu corpo, e presever o amor, para alimentar sua alma e cultivar sua vida.

Nenhum comentário: