quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Sabe, é você.

É você que faz os passáros levantarem vôo quando eu passo, porque é você quem sabe o quanto isso me encanta.
É você que sabe interpretar o que eu digo mesmo que eu não diga nada.
É você que compreende o que eu quero compreender só pra poder me ensinar.
É você que descobre onde eu me escondo, quando eu não estou de baixo da cama.
É você que protege meu sono.
É você, somente você.
Não existe mais ninguém no mundo, que faça isso como você faz.
Porque você faz tudo parecer tão natural, que chega a se tornar incopiável.
Você não segue clichês, nem deixa de segui-los. Você simplesmente faz, independente do que seja aos olhos dos outros, e isso me encanta tanto.
Você simplesmente me supreende.
Não avisa quando vai chegar, nem quando vai partir, simplesmente me surpreende.
Sabe... É você!
É você que me acorda, depois de passar a noite toda dentro de um dos meus sonhos.
É você que me faz rir, é você que tira comigo o tempo todo, é você que me permite esquecer do que me machuca.
É você que nunca esquece de nada, é você que grava todas as datas e é você que cria um motivo pra comemorar todo dia.
É você, só você.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Eu sempre te encontro...

No espaço, no vazio, no quarto, no canto, na rua, no asfalto, na terra, na chuva, nos pensamentos, nos filmes, nas cartas, nas fotos, nas brigas, nas lágrimas, nas histórias... Eu sempre te encontro.
Você não precisa estar ao meu lado para eu te encontrar, você só precisa, existir pra eu te achar.
É como se dentro de mim existisse um 'gps' que detecta onde você está.
Eu não quero saber com quem você está, só quero saber como você está, porque se você não estiver bem, preciso ir ao seu encontro pra cuidar de você; e se você estiver bem, preciso ir ao seu encontro agradecer aos musculos do seu rosto por te ajudarem a reproduzir esse tão belo sorriso, que só você tem.
Ah... Como foi bom descobrir que eu sempre te encontro; mesmo quando penso ter te perdido de vista, eu te encontro bem ali, no mais belo pensamento, no mais profundo desejo, na mais perfeita emoção.
Não importa quantas vezes as diferenças se tornem motivo para a atuação das discussões; eu tenho as melhores partes de você gravadas dentro de mim e isso me permite encontrar o melhor de mim dentro de você.
Sorte minha que o nem o tempo é obstáculo para nós.




terça-feira, 29 de janeiro de 2008

- Só te peço, cuidado.

- Te pedi pra ter cuidado, e você não teve.
- Te pedi pra ir comigo, e você não foi.
- Achei que você saberia se cuidar sozinho, confiei em você.
- E por que isso agora?
- Isso o quê?
- Confiar em mim.
- Sempre confiei.
- Você nunca disse.
- Achei que você havia percebido.
- Percebido?
- É.
- Não entendi.
- Você nunca entende.
- Eu não sou burro.
- Mas age como se fosse.
- Nós vamos acabar brigando.
- Já estamos...
- E isso é motivo para continuarmos?
- Continuarmos o que?
- A briga.
- Não sei. Por que quando não é pra perguntar minha opinião você pergunta?
- Eu sempre pergunto.
- Mentira.
- Não é.
- É sim. Você nunca tá nem aí pro o que eu penso quando você está decidido a fazer algo, eu sempre te peço pra ter cuidado, mesmo quando só desconfio que você vai fazer algo, e você nunca tem.
- Eu sou bem grandinho já.
- Não parece, você vive aí, em meio de caras e garotas que fumam, bebem, não pensam, correm, e todas aquelas outras coisas que você sabe que é errado.
- Vai querer me dar lição de moral agora?
- Não, eu só queria que você prestasse atenção!
- Em que? No seu sermão!?
- Pára! Pára de levar as coisas pro lado que te convém, pro lado que te coloca como vítima! Eu tô falando de prestar atenção em mim, nas coisas que gosto e naquelas que eu odeio! Como por exemplo, perguntas! Você sabe que eu odeio perguntar e continua aí, com esse cabelo liso, esses olhos verdes, esse jeito descuidado, essa cara sem rumo, e esse clássico par de tênis! Você sabe de tudo o que eu detesto! Sabe que eu odeio que você fume perto de mim, sabe que eu odeio que você mexa nas minhas coisas, sabe que eu odeio tempo quente, sabe que eu odeio sair de casa a noite pra ir em baladinha, sabe que eu adoro caminhar só por caminhar, sabe da minha paixão pela fotografia, sabe de tudo o que eu já fiz na vida e sabe o quanto eu te amo! Mas se você prestasse atenção em pelo menos um desses gostos e desgostos, então, nós não brigaríamos tanto e eu poderia me manter paciente por mais tempo com todas as outras coisas que existiam na sua vida antes de eu te conhecer. Você sabe o quanto ter você só pra mim, e ter você do meu lado mesmo que não seja pra dizer nada, me faz bem; mas você esquece disso todos os dias, porque não presta atenção! E eu estou absolutamente cansada de tudo isso.
- E eu adoro quando você explode.
- Tá vendo? Custa me dizer algo diferente de "eu adoro quando você explode" pelo menos uma vez? Custa?
- Não meu amor, mas eu sempre acho que esse é o melhor modo.
- Mas não é! Presta atenção! Presta atenção no que eu digo, nas palavras que a minha boca reproduz.
- Eu não sei o que fazer se eu me distraio quando você explode, eu acho lindo o modo com qual você balança os braços, a frequência com qual você espreme os olhos, e a forma com que você anda de um lado para o outro quando está assim. Eu gosto até quando você bate com essa mão tão sensível e macia, na mesa, ou então, no meu ombro. Eu gosto quando você fica vermelha ao ficar irritada, gosto como a sua voz toma outro tom quando você percebe que estou distraído, gosto quando você se preocupa e gosto quando você pede pra eu me cuidar. Mas a verdade é uma só, não importa o que aconteça e quantas vezes você me diga, eu sempre vou me distrair com qualquer detalhe seu, porque neles eu presto atenção e é com eles que você cuida de mim, porém, não consigo reproduzi-los e isso faz com que eu não consiga me cuidar sozinho, portanto, eu te peço desculpa.
- Isso... (lágrimas nos olhos, lábios avermelhados, escorre uma lágrima, morde o lábio.) Isso foi lindo. Você nunca me disse isso... Eu amei ouvir...
- Tá vendo? É disso que eu falo, quando você explode você fala coisas incríveis em meio as suas reclamações. (Se aproxima dela, com uma cara de: posso? passa de leve a mão pelo rosto dela, secando as lágrimas e com a outra a envolve em seus braços olhando no fundo dos seus olhos.) Eu te amo, e nunca vou deixar de amar.
- Eu também te amo.
- Então estamos bem?
- Só te peço cuidado, comigo dessa vez.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

O melhor das férias.

Eram mais ou menos 6 da manhã quando antes do relógio tocar, meu olhos abriram me dizendo que estava na hora de levantar e ir escrever.
Os minutos passavam, as horas pareciam segundos pela primeira vez e meu batimento cardíaco aumenta conforme o ritmo que os ponteiros do relógio se movimentavam.
Era dia de despededida e eu sabia o que vinha pela frente.
Eu teria de ver aquele par de olhos azuis cuja a dona era minha melhor amiga, partirem... Não era domingo e eu não sei porque isso parecia amenizar a sensação de pré-saudade ao pensar que veria meu anjo partir.
Contudo, me concentrei nos detalhes, nos acontecimentos, nos momentos, nas outras viagens e em tudo nela que me fazia tão bem.
Mas de onde saiu a definição, melhor amiga? Teria sido apenas dos pensamentos dela e que por costume me influenciaram? Não, não, a definição vinha de fatos, afinal, quem mais a não ser ela me protegeria com a própria vida se fosse preciso? Só mesmo minha mãe, mas pra mãe o amor que eu sentia por ela não servia. Era uma amizade pura que existia dentro de mim, algo que me inspirava, que não ultrapassava meus próprios limites, que não me machucava, não me intrigava, muito menos me contra-dizia.
No começo, como era de se esperar, tudo era novo, a curiosidade é ingrediente principal e os efeitos eram realmente aplaudíveis.
O tempo então, chegou como quem não quer nada, e ficou por ali, todos os dias, alguma coisa ele aumentava, outra ele apenas passava, com a tentativa de desgastar o que com muita vontade estávamos construindo.
O pior é que o tempo tinha sempre uma carta na manga, sempre a mesma carta, que a meus olhos parecia um "As" de ouro, pelo poder que tinha, mas de verdade verdadeira, me contaram que "As" era só um disfarce que a distância vestia quando me via, pra que então eu ficasse nas mãos dela. O que a distância não sabia é que nenhuma carta em um jogo se encaixa melhor que o coringa; e eu tinha o coringa. Não precisei comprá-lo, recebi-o de mão beijada.
E mais uma vez, enquanto os segundos do relógio corriam desesperadamente para não atrasarem o encontro com os minutos e poder então gerar a hora, as informações eram trocadas e naturalmente um laço afetivo de uma amizade enorme, começava a se concretizar e enquanto uns se preocupavam com a distância, nós nos preocupávamos em descobrir cada vez mais.
Em certa ocasião o mundo parecia não querer consipirar ao nosso favor, mas era algo tão certo e tão belo que não demorou muito para que percebessem que ali havia a melhor representação para a palavra amizade e que então a única coisa a fazer era conspirar a nosso favor.
Muitas e muitas conversas, troca de fotos, viagens, sorrisos e tudo o que havia de bom era produzido por nós; e foi exatamente estas produções patentiadas e registradas pelo senhor dos sentimentos que tomou conta da minha cabeça na manhã de 28/01/2008, mais precisamente 6:30 da manhã.

Pensei comigo:

"- Tudo bem, eu tenho uma despedida pela frente, mas escrever sobre o quanto ela vai fazer falta, não será nenhuma novidade; e além de quê as 65 horas que ela passou comigo não devem ser comemoradas com lágrimas e sim com aquele sorriso que ela tanto admira."

E bom, há mais de 65 motivos para eu amar tanto você minha melhor amiga e há mais de 65 coisas que conquistaram isso, mas não, não vou inumera-las.
De verdade, eu só queria agradecer pelas 65 horas, e queria que você recebesse 65 obrigados, 65 abraços e 65 "eu amo você", por ter vindo.
Eu não quero te impressionar com o que escrevi; não preciso mais te conquistar embora precise preservar e cultivar isso pra não perder; eu só queria te mostrar o modo com qual você aparece nas páginas da minha história; só queria te mostrar que muito mais do que observar lugares, universos, objetos, detalhes e qualquer outra coisa, eu observo por um motivo e observo você no meio dessas tantas milhares de coisas.
Você vai partir por volta das 10:30 da manhã e quando você ler isso eu possívelmente vou estar organizando a casa e vou estar encontrando teus fragmentos por toda ela; mas não, isso não é triste; isso é pretesto pra eu ver você de novo (como se precisasse haha), porque aí, eu vou juntar pedacinho por pedacinho e vou guardar pra te devolver (:
Não esquece, que eu amo você, amo demais e amo pra sempre.


sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Se...

Porque se eu deitar, eu durmo.
Se eu durmir, eu sonho.
Se eu sonhar, eu rio.
Se eu rir, eu acordo
Se eu acordar, eu levanto.
Se eu levantar, eu ando.
Se eu andar, eu caminho.
Se eu caminhar, eu vou longe.
Se eu for longe, estou perto.
Se eu estou perto, eu imagino.
Se eu imaginar, eu crio.
Se eu criar, eu piro.
Se eu pirar, eu como.
Se eu comer, eu engordo.
Se eu engordar, eu corro.
Se eu correr, eu caio.
Se eu cair, eu choro.
Se eu chorar, eu grito.
Se eu gritar, eu sento.
Se eu sentar, eu deito.
E se eu deitar tudo começa outra vez.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Despertador.

Todos os dias de manhã, ouço por volta das oito da manhã (quando não estou em época de aula), meu despertador tocar, avisando que está na hora de acordar. Com isso eu estico todo o meu corpo antes de levantar da cama, estralo os dedos e o pescoço e aí dou um pulo, sento na cama, olho em volta, deito novamente e dois ou três minutos depois, levanto de verdade vou até o banheiro faço a higiene, troco de roupa, tomo café e aí espero o que meu dia tem reservado pra mim.
Com certeza absoluta, não só eu, mais no mínimo bilhares de pessoas, utilizam do despertador pra acordar logo cedo, porque de uma forma ou de outra ele nos permite não perder a hora.
Mas o assunto sobre qual eu quero falar aqui, não é sobre o despertador comum, que todo mundo utiliza, quero falar de outros diversos tipos de despertadores que existem por aí e um deles, pode até ser a flecha do cupido *-*
Não é só um relógio programado para tocar tal hora que precisa ser o nosso despertador, até porque este, só serve para nos fazer acordar do sono, mas não significa que serve para nos fazer acordar para a vida.
Algumas pessoas deveriam carregar consigo algum o tipo de despertador que serve para pedir a nossa atenção para as diversas coisas da vida; como por exemplo; a folha que enquanto você caminha cai de uma árvore no outono.
Sim, sim. São as ditas, pequenas coisas, que por mais que existam pessoas que demonstrem preservá-las, cultivá-las, há aquelas que não é preciso falar nada, para se perceber que só estão preocupadas com o que rende alguma grana.
Não vamos intupir isso aqui de clichês e começar a colocar que só engravatados é que realmente se preocupam com o dinheiro ou que então só os políticos roubam, porque pra mim de alguma forma, isso foi criado pra nos tirar a atenção do que realmente importa.
Eu não defendo e nunca defendi a televisão; tudo bem, ela reproduz muitas coisas boas mas como sempre, as coisas ruins também são reproduzidas e em maior porcentagem...
Não é uma questão de "para que fomos criados?" "quem nos criou?" ou qualquer outra pergunta/questão do gênero, é uma questão simples sabe? Que não exige complicações, explicações, regras e qualquer outro blablabla.
Por um instante, ouso pensar que se de repente as pessoas em geral desistissem de falar dos clichês para falar do que os olhos nos permitem ver, desistissem por uma semana apenas de assistir televisão para ler um jornal, ou então desistissem um dia só de se importar com o que os políticos fazem ou deixam de fazer... Aí realmente dá para acreditar que muita coisa mudaria, até mesmo as notícias da televisão, as conversas na fila do supermercado, da panificadora, os filmes produzidos aqui no Brasil ou lá em Hollywood...
Tá todo mundo preocupado com o que todo mundo diz, e com isso, o que parece, é que todo mundo esquece de falar sobre si. Eu falo de clichês; acho bobagem de quem os utiliza para chamar a atenção ou fazer um estilo; mas não julgo. E não que eu esteja certa; mas se quem sabe as pessoas parecem um pouco de julgar uma as outras, depertariam pra uma realidade real, nem criada, nem iludida, apenas confortável, possível e real.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Mudar o mundo falando?

Quantas vezes você falou de amor hoje? Assim, sem impor uma especificação para o assunto, mas; quantas vezes, hoje, você falou de amor?
Segundo o nosso Excelentíssimo presidente, conversar, é algo de extrema importância, até mesmo dentro da "Casa Branca Brasileira"... E com isso, eu só queria saber, quantas vezes você falou de amor hoje?
Sabe, eu considero muito fácil falar sobre tiros, balas perdidas, fome, aquecimento global, efeito estufa, política, futebol, bolsa de valores e por aí segue, porque tudo isso eu ouço em qualquer lugar que eu vou... Napanificadora, no rádio, na televisão, nas músicas, na praça, e até mesmo no lugar mais silencioso de todos, porque até a natureza conversa sobre isso. E mais fácil ainda, é perceber que todo mundo sabe falar disso, por mais que a maioria não saiba agir em favor a tudo isso, eles sabem falar... E eles sabem do que estão falando.
Mas sem querer ser repetitiva... Quantas vezes você falou de amor hoje?
Sinceramente e inconseqüentemente, acredito que aí esteja uma boa estratégia de tentar mudar algumas coisas.
Se ontem, hoje e amanhã, não necessariamente nessa ordem, as pessoas se preocupassem em falar de amor, independente se ele vai estar empregado em um amor perdido ou em um amor conquistado, se vai estar em um sorriso ou em uma lágrima... Se talvez, por uma ou duas horas por dia, as pessoas se preocupassem em falar de amor independente de onde estão, tudo ficaria tão mais... Completo.
Amor é uma palavra que pra cada um tem um significado diferente, que pra cada um, traz uma recordação diferente, mas se independente disso, falássemos de amor... Parece que tudo seria tão diferente.
Pensem comigo. O amor perdido, traz sofrimento. O amor conquistado, traz alegria, sorrisos e por aí tantas outros sentimentos e sensações, mas mesmo que o amor perdido traga a princípio só o sofrimento, se ele fosse comentado, na fila do banco, no ônibus, na praça, no silêncio, talvez então o sofrimento entregasse os pontos e fosse embora.
Há dois caminhos; o fácil e o difícil. E falar de amor, pelo menos uma vez no dia para um conhecido ou até mesmo um desconhecido, pelo menos pra mim faz parte do caminho difícil que depois de dois ou três minutos se torna fácil, porque vai se desprendendo, vai evoluindo, vai se completando quando há uma resposta, mesmo que essa resposta seja um: eu entendo... ou um: só.
Fale de amor. Fale de amar. Ou só fale de abraçar, beijar, sorrir; mas fale de sentimento; porque o amor, é o maior deles e com toda certeza nem que seja como um pequeno fragmento, está contido em todas as outras coisas quando nós nos propomos, a falar dele.