quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Despertador.

Todos os dias de manhã, ouço por volta das oito da manhã (quando não estou em época de aula), meu despertador tocar, avisando que está na hora de acordar. Com isso eu estico todo o meu corpo antes de levantar da cama, estralo os dedos e o pescoço e aí dou um pulo, sento na cama, olho em volta, deito novamente e dois ou três minutos depois, levanto de verdade vou até o banheiro faço a higiene, troco de roupa, tomo café e aí espero o que meu dia tem reservado pra mim.
Com certeza absoluta, não só eu, mais no mínimo bilhares de pessoas, utilizam do despertador pra acordar logo cedo, porque de uma forma ou de outra ele nos permite não perder a hora.
Mas o assunto sobre qual eu quero falar aqui, não é sobre o despertador comum, que todo mundo utiliza, quero falar de outros diversos tipos de despertadores que existem por aí e um deles, pode até ser a flecha do cupido *-*
Não é só um relógio programado para tocar tal hora que precisa ser o nosso despertador, até porque este, só serve para nos fazer acordar do sono, mas não significa que serve para nos fazer acordar para a vida.
Algumas pessoas deveriam carregar consigo algum o tipo de despertador que serve para pedir a nossa atenção para as diversas coisas da vida; como por exemplo; a folha que enquanto você caminha cai de uma árvore no outono.
Sim, sim. São as ditas, pequenas coisas, que por mais que existam pessoas que demonstrem preservá-las, cultivá-las, há aquelas que não é preciso falar nada, para se perceber que só estão preocupadas com o que rende alguma grana.
Não vamos intupir isso aqui de clichês e começar a colocar que só engravatados é que realmente se preocupam com o dinheiro ou que então só os políticos roubam, porque pra mim de alguma forma, isso foi criado pra nos tirar a atenção do que realmente importa.
Eu não defendo e nunca defendi a televisão; tudo bem, ela reproduz muitas coisas boas mas como sempre, as coisas ruins também são reproduzidas e em maior porcentagem...
Não é uma questão de "para que fomos criados?" "quem nos criou?" ou qualquer outra pergunta/questão do gênero, é uma questão simples sabe? Que não exige complicações, explicações, regras e qualquer outro blablabla.
Por um instante, ouso pensar que se de repente as pessoas em geral desistissem de falar dos clichês para falar do que os olhos nos permitem ver, desistissem por uma semana apenas de assistir televisão para ler um jornal, ou então desistissem um dia só de se importar com o que os políticos fazem ou deixam de fazer... Aí realmente dá para acreditar que muita coisa mudaria, até mesmo as notícias da televisão, as conversas na fila do supermercado, da panificadora, os filmes produzidos aqui no Brasil ou lá em Hollywood...
Tá todo mundo preocupado com o que todo mundo diz, e com isso, o que parece, é que todo mundo esquece de falar sobre si. Eu falo de clichês; acho bobagem de quem os utiliza para chamar a atenção ou fazer um estilo; mas não julgo. E não que eu esteja certa; mas se quem sabe as pessoas parecem um pouco de julgar uma as outras, depertariam pra uma realidade real, nem criada, nem iludida, apenas confortável, possível e real.

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