Tinha muito café na térmica, e uma quantia rasuável na caneca; um gole e dali a pouco despejava na pia...
Nunca havia feito isso, porque nunca havia deixado o café esfriar.
Só conseguia pensar quando bebia café; mas algo nela, havia mudado.
E ela não sabia exatamente o que, só sabia que o café tinha esfriado, porque por algum motivo que sua memória teimosa não lhe permetia lembrar - ela tinha se distraído.
Incrível.
Todos os dias ela levantava e a primeira coisa que fazia era dar bom dia a si mesma. Agora? Só se dava conta que havia acordado depois da primeira bronca vinda de um professor.
Ontem, ela nem sabia que estava fazendo tudo isso.
Hoje, ela se deu conta que;
Ela nasceu para observar tudo e todos, cada detalhe, cada partícula que compõe toda e qualquer coisa.
Ela não sabia dizer se isso era dom, ou qualquer coisa fora do tom, mas ela sabia que isso era o que permetia ela seguir os instintos.
Porque os instintos, estão sempre ligados as observações.
E agora ela sabe o que vai acontecer daqui pra frente. Só que guardar segredo, parece mais seguro agora.
O amor que ela procura, não é um amor que mexa com ela, mas sim um amor que faça ela se mexer.
Ele? Ela não sabe quem ele é ainda. Ela não sabe quando ele chegará. Ela não sabe como ele será. Mas ela deseja impetuosamente que ele saiba respeitá-la e amá-la sempre, antes de qualquer outra coisa.
domingo, 1 de junho de 2008
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