segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

O melhor das férias.

Eram mais ou menos 6 da manhã quando antes do relógio tocar, meu olhos abriram me dizendo que estava na hora de levantar e ir escrever.
Os minutos passavam, as horas pareciam segundos pela primeira vez e meu batimento cardíaco aumenta conforme o ritmo que os ponteiros do relógio se movimentavam.
Era dia de despededida e eu sabia o que vinha pela frente.
Eu teria de ver aquele par de olhos azuis cuja a dona era minha melhor amiga, partirem... Não era domingo e eu não sei porque isso parecia amenizar a sensação de pré-saudade ao pensar que veria meu anjo partir.
Contudo, me concentrei nos detalhes, nos acontecimentos, nos momentos, nas outras viagens e em tudo nela que me fazia tão bem.
Mas de onde saiu a definição, melhor amiga? Teria sido apenas dos pensamentos dela e que por costume me influenciaram? Não, não, a definição vinha de fatos, afinal, quem mais a não ser ela me protegeria com a própria vida se fosse preciso? Só mesmo minha mãe, mas pra mãe o amor que eu sentia por ela não servia. Era uma amizade pura que existia dentro de mim, algo que me inspirava, que não ultrapassava meus próprios limites, que não me machucava, não me intrigava, muito menos me contra-dizia.
No começo, como era de se esperar, tudo era novo, a curiosidade é ingrediente principal e os efeitos eram realmente aplaudíveis.
O tempo então, chegou como quem não quer nada, e ficou por ali, todos os dias, alguma coisa ele aumentava, outra ele apenas passava, com a tentativa de desgastar o que com muita vontade estávamos construindo.
O pior é que o tempo tinha sempre uma carta na manga, sempre a mesma carta, que a meus olhos parecia um "As" de ouro, pelo poder que tinha, mas de verdade verdadeira, me contaram que "As" era só um disfarce que a distância vestia quando me via, pra que então eu ficasse nas mãos dela. O que a distância não sabia é que nenhuma carta em um jogo se encaixa melhor que o coringa; e eu tinha o coringa. Não precisei comprá-lo, recebi-o de mão beijada.
E mais uma vez, enquanto os segundos do relógio corriam desesperadamente para não atrasarem o encontro com os minutos e poder então gerar a hora, as informações eram trocadas e naturalmente um laço afetivo de uma amizade enorme, começava a se concretizar e enquanto uns se preocupavam com a distância, nós nos preocupávamos em descobrir cada vez mais.
Em certa ocasião o mundo parecia não querer consipirar ao nosso favor, mas era algo tão certo e tão belo que não demorou muito para que percebessem que ali havia a melhor representação para a palavra amizade e que então a única coisa a fazer era conspirar a nosso favor.
Muitas e muitas conversas, troca de fotos, viagens, sorrisos e tudo o que havia de bom era produzido por nós; e foi exatamente estas produções patentiadas e registradas pelo senhor dos sentimentos que tomou conta da minha cabeça na manhã de 28/01/2008, mais precisamente 6:30 da manhã.

Pensei comigo:

"- Tudo bem, eu tenho uma despedida pela frente, mas escrever sobre o quanto ela vai fazer falta, não será nenhuma novidade; e além de quê as 65 horas que ela passou comigo não devem ser comemoradas com lágrimas e sim com aquele sorriso que ela tanto admira."

E bom, há mais de 65 motivos para eu amar tanto você minha melhor amiga e há mais de 65 coisas que conquistaram isso, mas não, não vou inumera-las.
De verdade, eu só queria agradecer pelas 65 horas, e queria que você recebesse 65 obrigados, 65 abraços e 65 "eu amo você", por ter vindo.
Eu não quero te impressionar com o que escrevi; não preciso mais te conquistar embora precise preservar e cultivar isso pra não perder; eu só queria te mostrar o modo com qual você aparece nas páginas da minha história; só queria te mostrar que muito mais do que observar lugares, universos, objetos, detalhes e qualquer outra coisa, eu observo por um motivo e observo você no meio dessas tantas milhares de coisas.
Você vai partir por volta das 10:30 da manhã e quando você ler isso eu possívelmente vou estar organizando a casa e vou estar encontrando teus fragmentos por toda ela; mas não, isso não é triste; isso é pretesto pra eu ver você de novo (como se precisasse haha), porque aí, eu vou juntar pedacinho por pedacinho e vou guardar pra te devolver (:
Não esquece, que eu amo você, amo demais e amo pra sempre.


2 comentários:

quê? disse...

Bom dia pra você também, compositora.

quê? disse...

Li. E eu quase sempre acho que os melhores dias são os melancólicos.
Prazer em conhecer.